Mia Couto defende que o poeta nunca teve espaço no mundo

Por Johnson Pedro 0

No dia 26 do mês em curso a Fundação Fernando Leite Couto em parceria com a União Europeia em Moçambique organizaram na biblioteca do escritor e biólogo moçambicano Mia Couto, uma conversa sobre assuntos relacionados a democracia e literatura, com enfoque para a relação entre ambos.

Com mais de dez minutos ao seu favor, o autor da obra “Mulheres de Cinza” mostrou-se perante mais de 70 pessoas apto a falar do assunto desde a primeira até a última página das folhas que orientaram a sua apresentação tendo mostrado ao público a relevância da democracia, ligada ou não a literatura na divulgação dos direitos humanos no mundo.

E já na sua interação com o público, em resposta a uma questão sobre “como um poeta novato pode ganhar espaço no mundo para mostrar o seu talento” Mia afirmou que desde o surgimento da poesia “o poeta nunca teve as portas abertas para se manifestar” repisando que todos poetas que hoje conhecemos como por exemplo, José Craveirinha e Noémia de Sousa tiveram que arrancar do mundo esse espaço.

Para além da conversa com Mia Couto, a Fundação e a UE levaram para o mesmo palco os comediantes Rico e Maira Santos, que estamparam nos rostos do público risos e gargalhadas num momento de stand up comedy.